Do Publicitário - Parte 3

Leia primeiro: Parte 1 e Parte 2.

E afinal, como nos encontramos todas as sextas-feiras, essa semana voltamos a estar juntos, e mais uma vez falamos sobre o livro… agora pessoalmente.

Na sexta-feira passada, como bem devem se recordar, estive na tal sessão fotográfica. Como pensei que não seria algo demorado, o que afinal foi, algumas horas antes enviei-lhe uma mensagem a cancelar o nosso encontro. E como não tinha rede de telemóvel no estúdio, se ele tentou me ligar não conseguiu, e eu nem poderia subir para tentar explicar mais calmamente, visto que estava apenas com um roupão, para não ficar com marcas no corpo. Mas ele acabou me perdoando, após ter explicado melhor a situação.

Então ele voltou a fazer os mesmos elogios, e alguns outros mais. Falou sobre a apresentação, disse que ficou muito bem desenvolvida, porque dava uma boa ideia ao leitor daquilo que encontraria. Falei-lhe dos meus receios, principalmente no que diz respeito ao “preconceito” que o livro pode trazer às pessoas antes de começarem a ler, ou seja, de acreditarem que possa ser um material apelativo, ou apenas dependente do tema. Ele concorda que muito possivelmente é o que vai acontecer, o livro será tão discriminado como a prostituição, mas que o importante é o valor que ele tem independente do tema, e principalmente por se tratar de um livro que não se baseia apenas na prostituição, mas que pode fazer com que muitas pessoas se identifiquem com ele. Isso, claro, também irá gerar outro conflito, porque muitas pessoas não gostarão de se identificar com uma história que será estigmatizada como a história de uma prostituta. A seguir ele me faz um outro elogio: «Só uma pessoa que não esteja lúcida que não vai reconhecer o valor do seu livro.», e, mais uma vez, o seu tom não denuncia um elogio por amizade, mas por pensar realmente aquilo.

Exemplifica, falando de uma parte em que se sentiu identificado com o livro. Uma altura em que foi sacaneado por uma pessoa e que teve que começar tudo do zero.

Para finalizar, quando nos preparávamos para tirar a roupa, ele me dá uma sugestão: «Agora, Paulinha» - ele sempre me chama de Paulinha - «quando começar a escrever o próximo livro, seria bom se você parasse onde terminou esse.». Mais um a sugerir uma triologia, risos.

Após o “programa”, voltamos da casa de banho e, enquanto nos vestíamos, ainda falávamos do livro. E depois, sentados na cama, peguei em três livros, que ele entregaria à D. para mim.

Parece inacreditável que 22 dias após o livro estar nas livrarias que então ia enviar o livro para a D., mas confesso que isso não me preocupou, muito pelo contrário. A D., por ser uma das minhas amigas mais “antigas” - conheci-a na terceira boîte onde trabalhei, e temos contacto desde então - merecia receber esse meu livro, afinal desde quando nos conhecemos que falo com ela sobre ele. (Aliás, falo da D. nas últimas páginas do livro, apesar de ela não ter feito parte da época que relato nele). E é óbvio que eu tinha calculado que, quando o livro estivesse para sair, eu teria tempo suficiente para mandar alguns livros de presente. Entretanto, como contei aqui, os livros que a Editora me oferece chegaram atrasados, por causa de um erro meu no endereço, e só na sexta-feira me foram entregues. Sexta-feira passada, quando fiquei o dia inteiro na sessão fotográfica. Como o Publicitário vai muito na Covilhã, e a D. não mora muito longe dali, ele já tinha se oferecido de entregar-lhe o livro. Não me preocupei porque, afinal de contas, a D. já conhece a história toda, ou aquilo que conseguir se lembrar das nossas conversas de bordel. Além disso, se fizesse tudo com pressa, a minha energia iria embora rapidamente, e isso é o que eu não quero. Essa semana por exemplo mandei um livro pelo Correio. Semana que vem vou mandar outros dois. Tudo assim, sem a mínima pressa, porque quero “sentir o livro” a cada dia, poder me dedicar a cada pessoa, individualmente. Se fizesse tudo na semana passada, apressadamente, agora estaria um caco. Além disso, não quero que o meu livro seja “consumido” rapidamente. Quero que ele possa ser uma coisa leve como uma pena, que tudo possa acontecer de forma serena, ou seja, com a mesma paz e serenidade que estou. Por isso que, por exemplo, ao invés de trazer todos os textos que já tenho prontos, vou trazendo só aos poucos. Tenho por exemplo um outro vídeo para colocar aqui, um vídeo que preparei desde o mês de Novembro, mas que só vou publicar dentro de alguns dias. Textos prontos? Também tenho vários, mas tudo tem o seu tempo certo. Fiz esse livro com muito amor, ele não merecia um comportamento “afobado”.

Diz o Publicitário que na semana passada esteve com a D. e mostrou-lhe o livro. Diz que quase deu-lhe o livro de presente, por perceber o seu olhar a pedir por isso. Entretanto ele também estava muito curioso para começar a leitura, assim como sabia que eu preferia dar-lhe o livro, mas saiu de lá com a sensação de culpa por não ter deixado, risos, tamanha a ansiedade que ela demonstrou.

Como falar com a D. não é tarefa fácil - vive sempre tão ocupada quanto eu - escrevi-lhe uma carta, e coloquei dentro do livro. Também assinei outros dois livros, pedi que ele deixasse com a D. para ela entregar para a S. e para a P. A P. conheci apenas algum tempo depois, nunca tivemos um contacto tão prolongado, mas gosto dela. A S. conheci mais tarde ainda, é a tal minha colega da sinuca. As duas estão sempre perto da D., por isso era o destino certo. A D. saiu da noite porque hoje é casada e tem uma filha. A S. e a P., ao contrário de mim, ainda não são independentes, e trabalham em boîtes, por isso queria que elas lessem o livro. Justamente porque trabalham à noite - acordando sempre por volta das 15h, quando ainda vão tomar o pequeno-almoço - duvido que conseguiriam ir para a Covilhã para comprar o meu livro, afinal já tive esse ritmo e sei como é: você acorda tarde e não vê o dia; de repente já é hora de tomar banho, jantar, e se aprontar para ir novamente para o bordel.

O Publicitário me trouxe o livro para “autografar”. Difícil escrever algo para ele, ele que sempre “briga” comigo quando digo a palavra “obrigada”, porque se sente incomodado por ela, porque diz que não faz nada por obrigação, mas por prazer. Mas tenho por hábito essa palavra, por ser o mínimo que posso dizer, apenas o mínimo, mas sempre de coração. Entretanto, para não contrariá-lo, tentei escrever uma mensagem no livro sem usar essa palavra.

Liguei para a D. assim que o Publicitário saiu. Na terceira tentativa enfim consegui falar com ela. «A capa do seu livro está linda!!!» - ela começa a dizer, emendando no quanto está triste, porque o livro ainda não chegou na Covilhã. «Chegou sim, D., mas não quero que você o compre, porque estou a mandá-lo para você através do Publicitário. Também estou mandando um para a S. e para a P.». Nossa conversa foi rápida, como sempre, porque ela tinha que atender alguém no balcão. Nossas conversas sempre são tão rápidas que, durante esse último ano, nem cheguei a contar-lhe que o livro era apenas sobre a primeira boîte.

Mas enfim agora na segunda-feira ela terá o livro nas mãos.

Outros agradecimentos (blogs)

Outros blogs que citaram o livro ALUGO O MEU CORPO:

- Blog Love Will Be Your Death por esse post.

- Blog Womenage a Trois por esse post.

- Blog Yellow Cab por esse post.

Obrigada a todos pela citação.

Do Publicitário - Parte 2

Leia primeiro: Parte 1.

O Publicitário, assim como muitos outros clientes e clientes-amigos meus, não é um leitor assíduo do meu blog pessoal. Pior que isso, ele nunca lá entrou. Sabe que existe, mas nunca foi lá. Sim, ele é um homem actual, que usa a Internet, como quase todo mundo. Mas ele entra na Internet sem essa frequência diária, e no máximo para fazer aquelas coisas mais habituais, como ver os e-mails, pagar contas, quando muito para ler o jornal.

Já nem sei há quanto tempo que a gente se conhece. Ele é um habitual, ou melhor, mais que um habitual, costumo chamá-lo de meu “cliente-amigo vitalício”, visto que ele já deixou o programa reservado para todas as sextas-feiras durante toda a vida - excepto no caso de indisponibilidade de uma das partes, assim sendo avisamos antes.

Ele tem uma larga experiência com os livros, por isso este é sempre um dos temas de conversa nos nossos encontros. Quando lhe disse que enfim realizaria o sonho de publicar o meu próprio livro, ele, assim como os meus outros amigos, ficou muito contente por mim.

Entretanto, apesar de já termos falado tanto sobre livros, o Publicitário nunca viu nada escrito por mim. Por isso que a nossa conversa durante a madrugada foi tão longa.

Depois de tanta expectativa, sempre há um medo de desiludir as pessoas, ou, principalmente, de desiludir aquelas que são mais próximas. Durante um ano, nos nossos encontros semanais, eu falava com ele sobre o livro, era inevitável, porque era a minha vida, estava no meu sangue, foi disso que me consumi durante aquele tempo antes da publicação. Ele ficava a saber de cada processo, de cada passo, cada momento de ansiedade. E quando falava sobre o tanto que tinha dado de mim nesse livro, sobre o quanto me esforcei para que o livro ficasse como queria, etc… é claro que isso também gera uma expectativa em quem ouve, e por isso, quando me disse que tinha acabado de ler o meu livro, meu coração acelerou.

Para começar não foi fácil para ele encontrar o livro. Tinha ido numa loja, mas errou o título e ninguém encontrou. Só me trata por Paula, por isso não lembrou-se de perguntar por “Paula Lee”. Então ele viajou, aproveitou para cumprimentar a minha amiga D., e ali perto, na Covilhã, passou na Bertrand para procurar o meu livro. Assim como tinha informado para as outras pessoas que me contactaram a esse propósito, fiquei sabendo que o livro chegaria na quarta-feira lá, mas afinal não chegou. Nem na quarta e nem na quinta-feira no final da tarde, quando ele me disse ter ido lá outra vez para procurar o meu livro.

Eu nem sabia que enfim ele tinha conseguido comprar o meu livro, quando recebo a sua mensagem a dizer que o tinha acabado de ler. Friozinho na barriga…

O Publicitário é uma pessoa muito crítica, e não só pelo facto de ser uma pessoa que já leu muito. Ele é crítico por natureza porque vai logo dizendo o que pensa. Por duas vezes ele já “brigou” - no bom sentido - comigo, questionando o meu comportamento. Não foi nada grave, nada que afectou a nossa amizade, mas pronto, ele disse logo o que pensava, conversamos, colocamos todos os pingos nos is e ficou tudo resolvido.

O friozinho na barriga se transformava num iceberg. Justamente porque já conheço o Publicitário há tantos anos, sabia que se ele não gostasse do meu livro ia logo dizê-lo frontalmente. E é claro que se ele me dissesse que não tinha gostado do meu livro eu não ia discutir «Você está errado, o meu livro é óptimo», afinal gosto é igual cu, cada um tem o seu. Ele não é daquele tipo de pessoa bruta que faz uma crítica para magoar, ele sabe falar, sabe conversar, sabe mostrar seus argumentos. Entretanto, ainda assim ficava cada vez mais tensa quando sabia que em breve ele daria a sua opinião, pelo peso da responsabilidade, do medo de desiludir.

Claro que eu, apesar de ser a minha maior crítica, sei reconhecer a qualidade do meu livro, inclusive sei reconhecer o quanto me dediquei, o quanto me esforcei, o quanto dei o meu sangue e a minha alma, justamente porque queria oferecer ao público um material de qualidade. Por acima de tudo fazer parte desse público que compra livros que eu sabia pensar “como público”, ou seja, não seria capaz de publicar um material que pudesse lesar esse público, que não pudesse ser útil para ele. Se não tivesse um mínimo de preocupação com o público, era melhor guardar as minhas páginas na gaveta. Quando comecei a escrever esse material, página por página, eu não pensava na minha vaidade enquanto autora, pensava enquanto leitora. Se cheguei lá, se consegui o que pretendia em termos de qualidade? Não sei, isso será o público a me dizer, mas tenho a consciência tranquila de que dei o meu melhor de agora, que não tratei o livro e o público com descaso, e garanto que o meu objectivo é continuar a melhorar, e moverei terras e céus para alcançar essa meta. Não quero escrever livros para analfabetos, por isso essa minha persistência em aprimorar.

Não sou do tipo de pessoa que se preocupa com o que se fala, mas quem fala. Dia desses por exemplo, fiquei sabendo que uma pessoa postou um comentário lá na página do meu livro em uma das livrarias onde ele é vendido, dizendo que foi o pior livro que ele leu. Eu não conheço esse leitor, não conheço os livros que ele já leu, não sei qual é a sua “bagagem literária”, por isso não posso me incomodar por um comentário assim. Aliás, qualquer pessoa pode colocar um comentário assim, tão simples, e nem precisa, necessariamente, ter lido o livro para dar um tipo de opinião tão vaga. O que posso fazer, depois da habitual gargalhada, é aconselhar ao tal “leitor” que faça uma lista dos 100 piores livros que ele já leu - calculando que ele pelo menos já tenha lido 100 livros durante a sua vida - e que, nessa lista, coloque o meu livro em primeiro lugar, porque claro, se for diferente não estará sendo correcto com o que disse no comentário. E por favor, se não for pedir muito, saiba argumentar. Quanto a isso o Embaraçado, aquele meu amigo e leitor do meu blog que é profissional da escrita, que pratica a escrita todos os dias, que lê muito, me deu uma bela resposta ontem por e-mail: «Quem escreveu no site da Bertrand que o seu livro era o pior que já lera apenas revelou uma coisa: que ele é o pior leitor que você alguma vez já teve.»

Eu sabia que, se o Publicitário não tivesse gostado do meu livro, ele, inteligentemente, saberia argumentar. Me diria: «Paula, não gostei do seu livro por causa disto ou daquilo… Ou porque esperava isto ou aquilo… A sua escrita tem que melhorar aqui ou acolá… Sabe aquela página X em que você fala de Y?». Ele quase me apresentaria um relatório, porque isso sim é importante, não uma crítica feita por maldade pura, mas uma orientação para que possa aperfeiçoar, para que possa aprender. E se ele fosse me fazer a tal crítica, eu pegaria num papel e começaria a anotar a opinião dele, para levar em conta quando iniciasse um novo trabalho, não de uma forma cega, mas para ter pontos para repensar. E no final, obviamente, agradeceria.

Mas ao contrário do que o Sr. Medo ficava a me dizer, o Publicitário fez-me grandes elogios. Para começar ele disse que ficou surpreendido, porque eu tinha uma escrita extraordinária. «Extraordinária», foi essa a palavra que ele utilizou, nunca mais vou me esquecer, é como se ouvisse agora mesmo a voz dele a dizer essa palavra, que, confesso com as faces coradas, soa como música. A seguir falou sobre a forma com que construí o livro, a forma com que consegui prendê-lo na leitura. Ele gosta de assistir um certo programa na tv, não perde um, é algo que assiste religiosamente como se fosse sempre o final de um campeonato mundial, mas esqueceu-se do programa, até mesmo tendo a tv ligada, preferindo o meu livro. Além disso, confessou o receio que tinha em função do tema que ia abordar no livro, e usou a palavra “porcalhona”, dizendo que não fui porcalhona, que o livro tinha muito brilho em função do estilo, que ficou muito surpreendido pela positiva pelo facto de ter notado que consegui falar de um tema tão tabu sem vulgarizar, sem baixar o nível.

Não preciso nem dizer que, mais tarde, quando fui me deitar, tive uma noite de sono das mais tranquilas.

Luiz Biajoni lança segundo romance no Bar da Montanha

Obrigada, Bia, por ter me enviado o press-release que pedi:

«O jornalista e escritor de Americana, Luiz Biajoni, que trabalha na TV Jornal e em jornais da região há mais de 15 anos, lança “Virgínia Berlim - Uma Experiência”, seu segundo romance, no dia 7 de Julho, sábado, às 19h30, no Bar da Montanha. A entrada é grátis, os livros acompanha um CD) serão vendidos por R$ 25,00.Há dois anos Biajoni escreveu um livro chamado “Sexo Anal - Uma Novela Marrom” que virou um e-book e se transformou em sucesso de público e crítica na internet no Brasil e em Portugal. O livro foi baixado mais de 6.000 vezes - um fato inusitado para um autor brasileiro estreante.

“Sexo Anal” é o e-book brasileiro campeão em resenhas em vários veículos, como no jornal “O Globo”. Neste mês de Julho, o livro é destaque na revista “Sexy”. O blog do livro é o www.novelamarrom.com.br.

A segunda obra de Biajoni começou a ser escrita há 10 anos. O livro tinha cerca de 400 páginas, quando ele iniciou o trabalho de “cortar”. A idéia sempre foi chegar à uma “essência” do que queria ser dito: o drama de um rapaz solitário que se apaixona repentinamente por uma colega de trabalho - e é obrigado a viver numa condição de isolamento. Para reforçar as idéias do livro, há uma parte nele com 10 letras de canções de singers/songwriters americanos com tradução para o português. E um CD com as canções - que vão de Lou Reed a Vic Chesnutt, passando por Nick Cave e Donovan. É um livro com trilha-sonora.

“Virgínia Berlim - Uma Experiência” foi editado pela editora OsViraLata, de São Paulo com trabalho gráfico diferenciado e cuidados na produção, como o especial CD. Os lançamentos de “Virgínia Berlim” acontecem em Limeira, Rio, São Paulo e Salvador. Na internet o livro pode ser adquirido no site da editora www.osviralata.com.br.

Luiz Biajoni tem um blog: www.verbeat.org/blogs/biajoni.
“Virgínia Berlim” tem um comercial no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=Psfl1Hzllaw.

Serviço:
Lançamento de Virgínia Berlim - Uma Experiência
Novo Livro de Luiz Biajoni
Bar da Montanha, Avenida Laranjeiras, Limeira, SP.
Sábado, dia 7 de Julho, 19h30.
Entrada Gratuita.»

O Bia me autorizou, por isso na página «E-books» (Downloads\E-books) acabei de adicionar o seu livro «Sexo Anal» para download. O meu objectivo é ir listando, aqui nesse blog do livro, várias obras literárias - com qualidade e autorizadas - para download gratuito, afinal é com eles que também tenho a oportunidade de aprender a cada dia.

Post relacionado: Lançamento de livros, 14 de Julho, Rio de Janeiro

Do Publicitário - Parte 1

Ontem esse meu querido amigo aqui me deu várias prendas: um cd da Gal Costa (perdi o show do dia 06, porque estava ansiosa por causa da proximidade da data em que meu livro chegaria às livrarias), bilhetes para o show da Maria Bethânia (eu vou no show da Bethânia! Eu vou vou no show da Bethânia!!!) e uma carta linda, escrita a próprio punho, obviamente terminada por um poema. Sou mesmo uma abençoada, por ter perto de mim pessoas tão lindas e carinhosas.

Enquanto respondia e-mails durante a madrugada, com a voz maravilhosa da Gal no fone de ouvido, recebi uma mensagem no meu telemóvel. Era do Publicitário.

«Olá!!! Estou em casa, acabei de ler teu livro!!! Ri… Chorei… Pensei… Bato palmas, com uma lágrima escrevo parabéns!!! Renovo meus sentimentos por ti contigo no meu coração!!! Bjs. Noite feliz…»

Respondi a mensagem e ele mandou outra, perguntando se podia ligar. Passava da uma e meia da manhã e lá estávamos nós, a conversar sobre o meu livro.

O “autógrafo”

Como cheguei a contar dia desses lá no meu blog pessoal, atendi um cliente-amigo - o o Filósofo - que veio - olha que gracinha! - com o livro para que eu lhe desse um autógrafo. E como já disse também por lá, ainda tenho dificuldade com essa palavra que agora é dita tantas vezes, porque sou demasiado simples e acredito que qualquer pessoa - independente da profissão - merece assinar o seu trabalho, quando faz deste uma arte, quando faz algo por prazer e amor.

Ontem estivemos juntos novamente, e passamos um bom tempo a conversar sobre o livro e sobre as emoções que este lhe causou até agora, diz que já está no final do livro. Além disso ele me trouxe um cartão, onde falava sobre essas mesmas emoções. Não vou publicar aqui o texto que ele me escreveu, porque é muito intimista, revela sentimentos e acontecimentos muito pessoais, detalhes que poderiam identificá-lo.

Lindinho, obrigada pela sua sensibilidade e pelo seu carinho!

keep looking »