Em breve resolvido
Sobre a questão abaixo, devo dizer que o problema em breve estará resolvido. Mais alguns dias apenas.
Reclamações: livros encomendados que não chegam aos leitores
Tenho aqui na minha caixa de e-mail, e também uma mensagem SMS, me avisando que fizeram a encomenda do livro Alugo o meu corpo, porém que este nunca chegou. Na mensagem sms que recebi uma senhora diz que fez a encomenda online e nunca chegou, então foi directamente à loja para fazer a encomenda, mas que, até agora, também não teve qualquer retorno.
Como o número de reclamações estava a se tornar frequente, eu mesma, há coisa de mais de 2 ou 3 semanas atrás - agora não lembro qual foi o dia, mas lembro que estava falando sobre isso com o meu irmão do coração por e-mail e, enquanto escrevia o e-mail, fui logo fazer a encomenda antes que esquecesse - tinha encomendado o meu próprio livro, porém sem nenhuma resposta até agora também.
A questão é a seguinte: é muito possível que já não se encontre muitos livros à venda. Com alguma sorte, talvez o encontrem em algum alfarrabista por aí.
Nas livrarias online, apesar de por vezes poder mostrar o livro, não significa que este já esteja em sua posse. Significa que o venderão para si caso não haja ruptura de stock.
Bem, eu tenho que conferir aqui o meu extracto, mas creio que o pagamento que fiz, com cartão de crédito, não foi descontado. Penso que se passa o mesmo com as pessoas que me escreveram, ou seja, só recebem o pagamento quando a encomenda é enviada. Mas peço que, por gentileza, caso já tenham feito o pagamento, ou seja, se este lhes foi descontado, peguem o recibo e reclamem com a livraria. Mas penso que não é isso não, penso que o pagamento não foi feito, dado que normalmente só é feito quando o livro está em stock e para ser enviado.
Tirando a dúvida (porque detesto deixar as coisas para depois): acabei de ver o meu extracto e, realmente, não há nenhum pagamento feito à livraria.
Então o que aconteceu foi só isso mesmo: fizeram o pedido de encomenda mas nunca receberam uma resposta de que essa encomenda foi enviada.
E, sendo assim, posso calcular que: a) ou as livrarias pediram o livro à Editora e a Editora já não tinha livros para mandar ou b) as livrarias não chegaram a fazer o pedido à Editora.
Então, àqueles que me escreveram e esperam uma resposta minha, peço que aguardem mais um pouco. Tentei entrar em contacto com a minha editora há alguns dias atrás, mas não consegui falar com ela. Liguei hoje de novo, mas acho que era uma má altura, 14h, hora de almoço, risos, logo não insisti. Mas liguei para a Editora e pedi para ela entrar em contacto comigo.
Então eu primeiro preciso saber de uma coisa: se há livros na Editora. Só depois de saber disso que posso, por exemplo, contactar a livraria para saber se mandam ou não mandam o livro, risos. Porque uma coisa que eu tinha achado estranha é que, ao fazer a encomenda online, geralmente me enviam um e-mail de confirmação de que a encomenda foi efectuada, juntamente com a factura. Todavia, dessa vez não aconteceu, e eu até fiquei pensando que poderia ser um erro na página. Entretanto, por ter recebido essa mensagem SMS dizendo que também foi à livraria para fazer a encomenda, e que mesmo assim não recebeu o livro, que vi que, afinal, podia não ser isso.
Mas é o que falei, agora tenho que aguardar uma resposta. Assim que souber de alguma coisa aviso aqui.
Uma escolha por paixão
O meu muito obrigada e um super beijo à Ni, a doce rebelde do blog Uma escolha por paixão. Estou agradecendo com mais de um mês de atraso, só agora vi. Obrigada querida, estou torcendo para que volte ao blog, acabei de adicioná-lo no meu Bloglines para ir acompanhando com frequência.
A Ni escreveu esse post bem bacana sobre o livro Alugo o Meu Corpo:
«Comprei este livro , uma vez que visitei o blog da paula lee e despertou-me a curiosidade.
Achei-a muito humana e acima de tudo lutadora.
No livro aprendi a compreender melhor a vida explorada e sacrificada de uma mulher de alugar o seu corpo sem perder a dignidade e confiança em si mesma.
Aprendi a não julgar à primeira vista as mulheres q praticam esta profissão.
Parabéns Paula , achei fabuloso e interessante alem de me divertir imenso a ler.»
Obrigada, Ni!
Sobre o cansaço - Fernando Pessoa
«(…)Perdi os dias que já aproveitara.
Trabalhei para ter só o cansaço
Que é hoje em mim uma espécie de braço
Que ao meu pescoço me sufoca e ampara. (…)»
Estrofe de “Opiário”.
Fernando Pessoa em Poesia de Álvaro de Campos - Vol. I
Maddie A Verdade da Mentira - o livro do ano
Essa informação recebi do Mário, meu amigo e director editorial da Guerra e Paz:
«O livro Maddie A Verdade da Mentira, de Gonçalo Amaral, vendeu 140.000 exemplares em 2 semanas, estando já na sua 11ª edição.
O livro procura contribuir para a descoberta da verdade material e a realização da justiça na investigação conhecida como “Caso Maddie”.
Depois de ter sido acolhido com grande interesse pela opinião pública e pela comunicação social, Maddie A Verdade da Mentira encontra-se em primeiro lugar nos principais tops de vendas portugueses, sendo já considerado o livro do ano.
A Guerra e Paz acaba de fazer a primeira venda internacional de direitos do livro, que irá ser publicado em Espanha pela editora Esquilo – ediciones y multimédia. O editor espanhol estima uma tiragem inicial de 20.000 exemplares e uma venda de 100.000 exemplares até ao final de 2008.
Encontram-se em curso negociações para a venda de direitos em vários países, dos quais se destacam os mais importantes: Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, EUA e Brasil.»
Fiquei muito contente de saber do sucesso do livro. Sinal de que há interesse e sensibilidade do público para um assunto tão grave como o desaparecimento de uma criança. Habituados a ver tragédias diariamente na comunicação social ou mesmo ao nosso lado na rua, há uma tendência de nos tornarmos cada vez menos sensíveis, ou “conformados” com situações que não precisam do nosso conformismo, mas das nossas acções. O papel de mudar o mundo é de todos nós.
Entretanto, confesso, fico reflectindo sobre a nossa sensibilidade versus a curiosidade mórbida. Fico pensando se realmente nos sensibilizamos com as situações ou, pelo contrário, não gostamos de ver o circo pegar fogo.
Lembro do caso Maddie desde o princípio, cheguei a publicar um post com a foto da menina no meu blog pessoal, inclusive. Nesse aspecto foi algo mesmo bonito porque estimulou que todos nós, cidadãos comuns, também pudéssemos agir de alguma forma.
Mas confesso que com o tempo o caso começou a me dar um pouco de angústia. Era como se tudo fosse mais importante que o aparecimento da menina.
Achava estranho, por exemplo, os pais de Maddie terem logo um assessor de imprensa e o desaparecimento de uma filha virar uma coisa, quase diria, comercial.
A questão é que… Veja bem… Quantas crianças desaparecem por dia no mundo? Dessas crianças que desaparecem, quais pais se tornaram tão populares como os pais de Maddie? Por que o caso Maddie mereceu tanta atenção que outros casos não tiveram?
Lembro que uma vez a Glória Perez escreveu uma telenovela que falava de crianças desaparecidas. Sempre foi esta uma característica da autora, adicionar temas sociais às telenovelas. Lembro que no final as mães ou pais tinham um espaço na telenovela para mostrar um cartaz e falar do desaparecimento do filho(a). Foi algo bonito, e que sensibilizou muita gente quanto a este problema e a telenovela foi, com certeza, uma grande montra a expor os problemas e dramas da vida real.
É talvez apenas uma impressão minha, mas apesar de todo esse trabalho e repercussão durante meses dessa telenovela na Rede Globo, penso que nem isso foi tão mediático quanto o caso Maddie. O desaparecimento de uma criança é sempre o desaparecimento de uma criança, logo sempre nos comove. Entretanto o que pergunto é o seguinte: por que o caso Maddie mereceu mais atenção, o que teria Maddie, ou os seus pais, de tão especial para merecer a nossa atenção mais do que qualquer caso de outra criança desaparecida?
É verdade que a popularidade do caso Maddie ajudou a dar mais importância ao tema e se falar mais de outras crianças desaparecidas, como por exemplo do caso da menina Joana.
Mas outra vez vinha a pergunta: isto é um desaparecimento ou uma “atracção”? Falar incansavelmente do tema ajudava sim, porém até onde iria aquilo?
Outra pergunta que faço é: se o caso Maddie não tivesse ganhado tanta repercussão, quantas pessoas comprariam um livro que fala sobre uma criança desaparecida? O que me pergunto é: nos comovemos realmente, nos interessamos realmente pelo caso… ou apenas seguimos “tendências” e queremos falar e ouvir sobre tudo o que os outros falam e ouvem? Somos os senhores da sensibilidade em todos os casos ou apenas nos casos que ganham mediatismo?
Sim, a repercussão do caso Maddie ajudou a fazer com que se falasse do assunto, e isso foi positivo, não estou dizendo o contrário.
Quantas coisas depois do caso Maddie não ficamos sabendo sobre crianças desaparecidas? Quantos livros não foram lançados sobre o desaparecimento de crianças? Se não fosse o caso Maddie não haveria essa abertura e nós não saberíamos o que sabemos agora - que ainda é bem pouco. (Aliás, tudo foi insuficiente. Se fosse suficiente a menina teria aparecido ou, pelo menos, saberíamos o que de facto aconteceu.)
Fico portanto feliz com o sucesso do livro, afinal é resultado de uma abertura, de um interesse pelo tema. Ao contrário de algumas análises negativas que ouvi se referindo ao livro como um “oportunismo comercial”, eu, pelo contrário, acho feliz o facto de haver oportunidade de se tratar de um tema de demasiada importância, de haver interesse num tema como este, porque, muito pior que o “oportunismo comercial” é não haver oportunidade para falar de temas como este, o desaparecimento de uma criança, que deveriam sempre ser de vital importância. Ainda não o li, mas confesso que quando o ler espero que sejam respondidas algumas das minhas perguntas.
Maddie, a verdade da mentira
Hoje, às 18:30, no Restaurante, Piso 7 do El Corte Inglés, Maddie, a verdade da mentira, por Gonçalo Amaral.
Publicação da Guerra e Paz.
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