Alugo o Meu Corpo vendido na Estante Virtual
Já devem com certeza ter ouvido falar da Estante Virtual, um site que reúne, na mesma página, milhares de sebos de todo o Brasil. A Estante, ao invés de ser um simples site, acaba por ser uma rede e oferecer ao leitor as melhores opções para a compra de livros usados.
Se você quiser economizar uns trocados já pode comprar o livro Alugo o Meu Corpo na Estante Virtual. Actualmente há um vendedor de SP (Lobato Livros) vendendo 4 exemplares do Alugo o Meu Corpo, e por um preço mais baixo, R$26,00. Li os comentários dos leitores, fazem muitos elogios ao vendedor, diz que os livros que ele manda estão mesmo em excelente qualidade, alguns parecem novos mesmo. E como o livro foi publicado no Brasil há pouco tempo, nem dá então tempo para um primeiro leitor deixá-lo com um aspecto ruim, risos, logo comprar num sebo nessa altura é uma boa ideia sim. (Eu, particularmente, desde que não falte alguma página, para mim comprar em sebo é sempre uma excelente opção. Muitas vezes compro mais livros em sebos do que em livrarias convencionais. Isso por uma razão simples: não dá para uma pessoa conseguir dar conta de todos os livros que saem numa semana. Aí é campanha daqui, campanha dali, e uma pessoa acaba comprando por impulso. Num sebo não, você vai e escolhe o que quer mesmo ler. Sem contar que nas livrarias o livro tem um tempo para estar lá. Deixou de ser novidade, deixou de ganhar destaque. Acho que num sebo, então, é muito mais fácil eu encontrar aquilo que realmente quero, ao invés de encontrar apenas aquilo que querem me forçar a comprar. Sou fã de carteirinha dessas lojas de livos usados.).
Frases sublinhadas - 1º parágrafo do ‘Sexus’ - Henry Miller
Primeira frase do primeiro parágrafo do Sexus*, Henry Miller**:
«Devo tê-la conhecido numa quinta-feira à noite, no salão do baile».
Adoro Henry Miller. E talvez só nele combinasse tão bem a frase acima “Devo tê-la conhecido numa quinta-feira (…)” Foi uma excelente forma de começar o livro, e além disso é como se a frase logo o identificasse.
A frase pode gerar uma dupla interpretação. “Devo tê-la conhecido” pode gerar dúvida se de facto a conheceu, ou, se tratando de Henry Miller, a minha interpretação é de que a data afinal é o que há de menos importante que o facto de a ter conhecido. O quando talvez não soubesse, mas sabia onde, e o onde era importante para o resto da história, muito mais do que o quando.
* a edição que tenho em mãos: Círculo de Leitores, Março de 75, tradução de Adelino dos Santos Rodrigues
** Livros de Henry Miller disponíveis no Brasil: Nexus, Plexus, O mundo do sexo, Trópico de Câncer, Pesadelo Refrigerado, Big Sur e as Laranjas de Hieronymus Bosch, Daisy Miller e um Incidente Internacional.
O melhor marido, segundo a rainha do crime
Agatha Christie faz parte das prateleiras de toda uma - e futuras gerações. Quem nunca encontrou um livro da Agatha Crhistie no meio dos livros dos pais ou então num alfarrabista? Lembro de ler Agatha Christie desde cedo, por isso ao encontrar esse post do Walter no Dicas & Fotos* pedi autorização - que foi concedida - para poder reproduzir o seu post aqui.
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O MELHOR MARIDO, SEGUNDO A RAINHA DO CRIME
“O melhor marido que uma mulher pode ter é um arqueólogo. Quanto mais velha ela fica, maior o interesse dele.” (Agatha Christie).
Comecei a ler Agatha Christie um dia depois que ela morreu, há mais de 30 anos, e durante muito tempo devorei a maioria de seus livros. Parece que no total vendeu mais de dois bilhões de livros, não sei se nos dias de hoje alguém já conseguiu superá-la.
Agatha Christie foi casada com um piloto da Real Força Aérea, mas ele a traía. Ela passou por momentos muito difíceis, sumiu por uns tempos, mas depois voltou e acabou se casando com um arqueólogo 14 anos mais jovem. O tema arqueologia serviu de leve inspiração para alguns de seus livros, como Morte na Mesopotâmia.
A Ratoeira, uma peça que escreveu baseada em seu conto Os Três Ratos Cegos, acreditem, está há mais de 55 anos em cartaz, em Londres! Acredito ser outro recorde que tem que ser computado na sua biografia. Alguns de seus livros viraram filmes. Eu vi três: O Caso dos Dez Negrinhos, Morte no Nilo e Assassinato no Expresso do Oriente. Quanto a este último, confesso que não sei se existiu um outro filme que reuniu tantas estrelas de Hollywood: Lauren Bacall, Ingrid Bergman (que levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante), Sean Connery, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave, Jacqueline Bisset, Martin Balsam, Richard Widmark, Michael York e Albert Finney, este no papel do semi-cômico mas espertíssimo detetive belga Hercule Poirot.
Dêem uma olhada no site da Rainha do Crime: => Link para o website oficial da Agatha Christie
* Dicas & Fotos é um blog com dicas culturais, artísticas e fotos cuja visita recomendo. Se quiserem também podem pedir ao Walter que envie as novidades do blog por e-mail.
Bibliofeira
Para quem gosta de comprar livros, principalmente usados, uma boa dica é o Bibliofeira, onde me cadastrei há alguns meses. O Bibliofeira permite que usuários cadastrados possam comprar ou vender livros. Além disso você tem a opção de receber uma newsletter com as novas adições, o que permite que fique sabendo quem pode estar vendendo um livro bem perto de si.
Livro usado
Mais uma livraria que nada tem a ver com o meu livro - pelo menos não por enquanto - mas que acho muito importante divulgar.
É uma livraria online de livros usados, e o endereço é bem simples: http://www.livrousado.com. Lá são vendidos livros usados a preços mesmo baratíssimos. O pagamento pode ser feito de várias formas, tanto à cobrança pelo correio ou antes, através de transferência bancária, multibanco, etc.
A única desvantagem de uma livraria virtual que vende livros usados é que você não tem como saber se o livro está em boas condições. Mas sim, é uma excelente alternativa.
Para encomendas no exterior, eles pedem que os contactem por e-mail.
A loja dos livros impossíveis
Poucas coisas me deixam mais feliz do que encontrar uma boa livraria, uma que tenha tudo aquilo que quero. É como encontrar aquela casa dos nossos sonhos, onde pretendemos morar a vida toda. O sapato do nosso número. Um raio de sol para os meus dias nublados.
Às vezes você vai numa dessas livrarias mais conhecidas, procura por um título, mas não consegue encontrá-lo por lá, e é quase um “Deus nos acuda” para achar aquele livro. Simplesmente porque as livrarias “investem” nos livros novos, ou apenas naqueles que são mais vendidos, não querem saber dos gostos individuais ou nem mesmo das nossas esquisitices enquanto leitores compulsivos, apaixonados ou estudiosos. Podem nos oferecer muitos bons títulos, principalmente os actuais, mas nos limitam àquilo que tem mais mediatismo naquele momento, ou que está sendo falado na imprensa, ou que acabou de sair de uma grande Editora, ou que tem “bala na agulha” para estar lá.
Se você vai numa livraria e não encontra o livro que quer, qual é então a sua opção enquanto consumidor? Dar o título do livro para a vendedora, com o nome do autor e da Editora. A livraria vai entrar em contacto com a Editora ou com a distribuidora daquela Editora, saber se tem ou não aquele título, e enquanto isso você espera, sem saber se vai ou não ter. E se for um livro mais antigo? Só indo num alfarrabista. Eu, particularmente, adoro alfarrabistas ou feiras populares, essas onde os livros são vendidos na rua, porque é onde encontro os melhores títulos. A única parte negativa é que, excepto com aqueles que já conhecem a minha cara, com os quais sempre peço para me trazerem tal título na semana seguinte, nos desconhecidos nem sempre encontro todos os títulos que me interessam, ou que queria comprar naquele momento, acabando por trazer outros naquele esquema de “compra por impulso”. E se for um livro editado por uma Editora Independente? Pior ainda, as livrarias nem têm contacto com as Editoras independentes, nem sabem que elas existem, ou se sabem ignoram, oferecendo uma série de dificuldades. E um livro que está esgotado, onde encontrar? Talvez a Editora tenha, talvez não tenha, talvez o livro não é mais editado, etc.
Já pensou se existisse uma livraria que pudesse resolver todos esses problemas mencionados acima (ter livros antigos, livros esgotados, livros novos de editoras independentes)?
Na verdade existe. A livraria que vou citar aqui não tem o meu livro, não é por esta razão que vou falar dela. Resolvi divulgar porque se é tão útil para mim, pode também ser útil para você.
O nome da livraria é «Letra Livre», e fica mesmo aqui em Lisboa, no Bairro Alto (Calçada do Combro nº 139). A Livraria Letra Livre tanto tem livros usados, como livros esgotados e livros de Editoras independentes. O telefone de lá é 21 34610 75 e o endereço de e-mail é este, letralivre@sapo.pt. A livraria funciona de 2ª a Sábado, das 10h às 20h, sem intervalo de almoço, e encerra aos domingos e feriados.
A Livraria Letra Livre também tem um site: http://www.letralivre.com/. O interessante é que você tanto pode fazer a sua encomenda se cadastrando no site e colocando os livros no carrinho de compras, como pode pedir por e-mail ou telefone.
Acabei de fazer uma pesquisa no site e encontrei por lá vários livros que ando a procurar (e que não encontrava em lugar nenhum). Ainda não sei quando poderei dar um pulo no Bairro Alto, mas penso que, quando for, vou ligar pedindo para guardarem os livros para mim. Sei que, pelo site, posso fazer a encomenda e eles me enviam pelo Correio (o pagamento é à cobrança, cheque ou transferência bancária), mas quero ter uma desculpa para ir lá pessoalmente conhecer a livraria.
P.S.:
1) O Branco Leone que vai gostar dessa notícia. Tudo bem que falamos de Portugal, mas pode ser um bom exemplo a se seguir também no Brasil. Particularmente, se fosse livreiro apostaria nesse mercado, afinal livraria que vende o mesmo livro tem um montão por aí, até na frente ou do lado da outra, mas uma livraria que vende livros que outras não têm, essa é a primeira que conheço. (Quer dizer, conheço também os alfarrabistas, lojas que no Brasil são conhecidas como “sebos”, ou seja, vendem livros antigos e usados, mas uma livraria como esta, que se preocupa em encontrar os livros que procuramos, que dá prioridade aos livros novos de editoras independentes, que tenha os livros esgotados, etc.) é uma raridade.
2- Todas as fotografias que ilustram esse post foram retiradas do site da Livraria Letra Livre. Espero que eles não se importem, afinal copiei e coloquei no meu Flickr (basta clicar na foto) adicionando também lá o endereço do site da livraria. Até pensei em não colocar as fotografias (acho meio chato esse negócio de copiar coisa dos outros, mesmo com as melhores intenções), mas achei que a fotografia era muito importante para este artigo, afinal, quando falamos numa livraria menos “comum”, ou que inclusive venda livros usados, logo pensamos num aspecto decadente, desorganização, etc., e não é o que vemos pelas fotos. Me parece um espaço pequeno mas aconchegante, quase posso sentir o cheiro dos livros.

