El Emblema del Traidor

Juan Gómez-Jurado - veja este último post sobre ele - o autor de Espião de Deus, acaba de lançar mais um livro em Espanha, «El emblema del Traidor», vencedor do prémio “Ciudad de Torrevieja”.

«El viejo se inclinó por encima de la mesa del bar y comenzó a susurrarle al librero una historia secreta que hasta aquel instante había pasado de boca en boca de hombres que habían jurado no repetirla jamás. Una historia de mentiras, de un amor imposible, de un héroe olvidado, del asesinato de miles de inocentes a manos de un solo hombre. La historia del emblema del traidor…» (Trecho final do primeiro capítulo do livro).

Segundo o escritor, este é o seu livro mais ambicioso, com muita intriga, acção e suspense.

O livro já se encontra nas livrarias espanholas.

Para saber mais, visite o website - que está belíssimo!:

http://www.elemblemadeltraidor.com/.

Através do website pode saber mais sobre o autor, saber mais sobre o livro, assistir ao vídeo de apresentação, e inclusive ler o pdf do primeiro capítulo do livro.

Quais são as marcas da sua vida?

Pegadas no Caminho - Editora Mar de Livros

Quais são as marcas da sua vida? O que marcou mudando todo o percurso? Quais foram as pegadas que você deixou ao longo do caminho?

«Uma atitude equivocada, um momento de pura distração, um desejo, uma fantasia, um ato impensado, um gesto generoso, uma manifestação de verdadeiro amor…

Tudo o que fazemos - ou que nos fazem - fica marcado em nossas vidas. Marcas profundas aparecem ao lado de marcas superficiais, que logo desaparecerão dando lugar a novas… Umas parecem seguir na mesma direção, outras estão nítidas e no sentido contrário… Os acontecimentos vão se sucedendo em nossas vidas e permanecem em nós como pegadas no caminho da existência. (…)»

PEGADAS NO CAMINHO, de Evâni Gaspar, é um livro que reune 17 contos rápidos sobre os percursos da vida. Recém-publicado no Brasil pela Mar de Livros, Pegadas no Caminho pode ser encomendado na própria Editora.

Alugo o Meu Corpo vendido na Estante Virtual

Já devem com certeza ter ouvido falar da Estante Virtual, um site que reúne, na mesma página, milhares de sebos de todo o Brasil. A Estante, ao invés de ser um simples site, acaba por ser uma rede e oferecer ao leitor as melhores opções para a compra de livros usados.

Se você quiser economizar uns trocados já pode comprar o livro Alugo o Meu Corpo na Estante Virtual. Actualmente há um vendedor de SP (Lobato Livros) vendendo 4 exemplares do Alugo o Meu Corpo, e por um preço mais baixo, R$26,00. Li os comentários dos leitores, fazem muitos elogios ao vendedor, diz que os livros que ele manda estão mesmo em excelente qualidade, alguns parecem novos mesmo. E como o livro foi publicado no Brasil há pouco tempo, nem dá então tempo para um primeiro leitor deixá-lo com um aspecto ruim, risos, logo comprar num sebo nessa altura é uma boa ideia sim. (Eu, particularmente, desde que não falte alguma página, para mim comprar em sebo é sempre uma excelente opção. Muitas vezes compro mais livros em sebos do que em livrarias convencionais. Isso por uma razão simples: não dá para uma pessoa conseguir dar conta de todos os livros que saem numa semana. Aí é campanha daqui, campanha dali, e uma pessoa acaba comprando por impulso. Num sebo não, você vai e escolhe o que quer mesmo ler. Sem contar que nas livrarias o livro tem um tempo para estar lá. Deixou de ser novidade, deixou de ganhar destaque. Acho que num sebo, então, é muito mais fácil eu encontrar aquilo que realmente quero, ao invés de encontrar apenas aquilo que querem me forçar a comprar. Sou fã de carteirinha dessas lojas de livos usados.).

Maddie, a verdade da mentira

Hoje, às 18:30, no Restaurante, Piso 7 do El Corte Inglés, Maddie, a verdade da mentira, por Gonçalo Amaral.

Publicação da Guerra e Paz.

Pepetela: autógrafos dia 15 de Julho em Lisboa

Antes do regresso a Angola Pepetela vai estar numa sessão de autógrafos e convívio com os leitores onde divulgará o livro Contos de Morte - sinopse abaixo - no dia 15 de Julho às 12h na Livraria Bulhosa de Entrecampos (Campo Grande, 10B).

Sinopse: São alguns contos que percorrem muitos anos e talvez maneiras diferentes de olhar o mundo. O primeiro e mais antigo, “A Revelação”, situa-se no iniciar da luta pela libertação de Angola, quando os motivos eram fortemente raciais e menos políticos, em primeiro lugar, e perfilava-se a descoberta de outra maneira de apreciar o que parecia acontecer. Também o autor era jovem e aprendia.

Outros contos são mais recentes, embora alguns tentem evocar ambientes antigos, de eras passadas, como “Estranhos Pássaros”, conto para servir de introdução ao canto V de Os Lusíadas, a pedido da revista Expresso, ou mesmo “Mandioca de Feitiço”, numa homenagem a Miguel Torga para a Câmara de Sintra ou “O Caixão do Molhado”, escrito para uma antologia de Porto, Capital da Cultura, em que se rememora a época colonial e a posterior. “O nosso País é bué” retrata claramente um ambiente pós-colonial e os mitos criados por nós próprios, muitas vezes independentemente da nossa vontade.

Link Externo: Livros de Pepetela publicados no Brasil.

Os 125 anos do nascimento de Kafka

Estava lendo esse artigo aqui, «Kafka amava as mulheres e o sexo, afirma especialista».

Segundo Marketta Malisova, directora da Sociedade de Franz Kafka em Praga, Kafka gostava das mulheres e não tinha medo do sexo, o que ele tinha medo era do matrimónio, porque casar significava perder a sua liberdade, principalmente para escrever à noite.

Ao ler isso me lembrei do começo da minha relação com o Gatito. Sei que o facto de eu ser amante profissional é certamente um impedimento ou uma limitação - ou obstáculo - para qualquer homem que pense em ter uma relação comigo - digo, ser meu namorado. Não, não é fácil para um homem que ama aquela mulher aceitar que ela tenha uma actividade como a minha, mentiria se dissesse que era fácil ou então esse homem nem me amasse de verdade. Aliás, sempre me fazem essa pergunta, se ele aceita a minha actividade, e a resposta é essa, aceitar ele não aceita não - qual homem aceitaria? - mas respeita, respeita e me respeita acima de tudo. Bom, mas eu sempre disse para tudo quanto é homem que eu namorei que o maior problema para a nossa relação não era nem o facto de eu ser amante profissional - sim, claro que isso interferia, mas não seria a maior interferência - mas o facto de eu querer ser escritora e de escrever compulsivamente.

Porque enquanto amante profissional - ou mesmo se fosse acompanhante, garota de programa, prostituta, etc. - eu teria um tempo em que atenderia os ‘clientes’ mas também teria um tempo em que não atenderia ninguém, seja isso depois do “expediente”, seja isso no dia de folga, seja isso num fim-de-semana. Mas enquanto autora compulsiva, o sou sem horário fixo ou determinado.

Imagina você ali com a mulher amada, vocês descansando depois de fazer amor, decidindo dormir juntinhos. Aí de repente ela sai da cama de fininho porque afinal teve vontade de escrever de madrugada, tem uma ideia na cabeça que precisa ser desenvolvida antes que essa ideia se perca. Imagina ela acendendo o candeeiro no meio da madrugada apenas porque lhe surgiu uma frase que depois pretende desenvolver (não, eu não faço isso, mas saio da cama se preciso anotar uma ideia, algo que inclusive, se estou dormindo com alguém, não é muito agradável, não é muito bom sair da cama quente apenas por causa dessa ideia se poderia ter um papelzinho ou gravador bem do meu lado). Imagina querer conversar com essa pessoa mas ela estar ali, dedos colados com o teclado, dedos que correm em alta velocidade. Mesmo que ela não diga nada, mesmo que ela seja capaz de parar para conversar contigo, você mesmo acaba ficando sem graça, com medo de atrapalhar alguma “inspiração”, alguma ideia, algum “momento iluminado”.

Tal situação ainda gera na outra pessoa uma sensação de egoísmo. Porque se tenho um amante o meu namorado ainda pode dizer: “Escolhe, ele ou eu”. Mas no mínimo se sentiria egoísta e mesquinho se quisesse disputar a minha atenção com um computador, mais que isso, o computador é apenas um objecto que uso para manifestar através da escrita as minhas ideias, ele estaria tentando disputar com algo que está dentro de mim, com as palavras, com as ideias, com aquilo que eu sou.

Sim, é possível haver uma boa relação e conseguir se dedicar a essa relação, o problema é que nem todas as pessoas conseguem respeitar o tempo e o espaço das outras. O Gatito por exemplo conseguiu suportar esse meu comportamento, hoje ele bem sabe que se eu não estiver na cama de madrugada é porque estou no computador escrevendo algo, mas no início da relação, claro, ele estranhou tal comportamento, afinal não são muitas as pessoas que conheceremos que farão isso, ou seja, que de repente precisarão de ficar sozinhas e em silêncio para escrever.

Ele poderia ter tido namoradas que gostassem de sair todas as sextas-feiras e chegar em casa bêbadas às 4h da manhã. Ele poderia ter tido namoradas que gostassem de acordar às 6h para correr no parque. Ele poderia ter tido namoradas que sofressem de insónia. Ele poderia ter tido namoradas que roncassem. Ele poderia estar preparado para isso tudo. Mas quantas namoradas ele teria tido que acordassem no meio da madrugada para escrever? Sim, hoje ele se adaptou, mas não é algo fácil.

Mas muito mais difícil seria essa liberdade nos tempos antigos. Imagina você usar uma máquina de dactilografia manual à noite quando o outro está dormindo? Imagina o trabalho de escrever um livro com aquelas penas e tinteiros, e ainda por cima preocupado com o outro que sente a sua falta na cama?

Eu te compreendo, Kafka.

Link externo: Livros de Franz Kafka publicados no Brasil.

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