A menina transformada em mulher poderosa
Este foi um e-mail recebido lá no Espaço dos Encontros (o meu blog e site exclusivo para aqueles que pretendem ser meus amantes-amigos):
«Boa tarde,
Durante as minhas férias, li o seu livro e achei-o deveras interessante… não pela actos em si descritos mas pela transformação da menina em mulher poderosa…
Não foi fácil mas a “Paula Lee” soube passar a tirar vantagem das adversidades, lutou contra alguns principios que defendia mas os mais importantes manteve-os…
Tenho em de lhe dar os parabéns por partilhar connosco as suas vivências, instruindo-nos a todos. (…)»
Ele me enviou este e-mail no dia 04 de Outubro, e só hoje pude responder. Querido, muito obrigada!
Ele tocou num ponto muito interessante, a transformação. Eu não sou - ou não me sinto - essa mulher poderosa aí não - ainda não, risos -, mas sim, reconheço todas essas mudanças pelas quais passei, o amadurecimento, o “transformar o limão numa limonada”.
E este foi, desde o princípio, um dos meus objectivos com o livro Alugo o meu corpo, ou seja, registar essa metamorfose. Aliás, este foi desde o princípio um dos meus objectivos ao escrever os meus diários, afinal nessa altura, apesar de ter a pretensão de publicar um dia os meus diários, ainda não tinha garantia de nada quanto a isso, e escrevia sobretudo para mim.
Era isso o que eu queria perceber, a metamorfose. Todos nós somos o que somos em parte pelo que vivemos e experimentamos, por aquilo que enfrentamos, pelas lições que a vida nos dá, o meio em que convivemos, o que sofremos, o que ganhamos ao longo do percurso, o que nos torna mais ou menos seguros, etc. Então, acima de tudo, e independente de estar certa ou errada, o meu primeiro objectivo era sempre ser muito sincera nos meus diários, nas minhas reflexões, nas minhas análises psicológicas, para eu notar se, afinal, alguma coisa mudava em mim com as novas experiências.
Conforme disse, nenhuma mulher nasce prostituta. Nenhuma prostituta nasceu de chocadeira. Ou seja, antes de ela estar ali rebolando de saia curta dentro de um bordel, ela também teve uma vida muito comum, como qualquer pessoa. E era isso, exactamente isso o que eu queria retratar: como é você estar na sua vida comum, uma vida com seus altos e baixos mas muito parecida com a da maior parte das pessoas, e de repente estar ali, num bordel, um meio onde nunca antes tinha colocado os pés, um meio cheio de preconceitos, imposições e surpresas. Como é ter antes se apaixonado, ter feito sexo por amor ou paixão, e antes disso aquela paquera, a conquista, as expectativas… e de repente estar num bordel onde simplesmente o homem paga e você vai para o quarto com ele.
Não teria graça alguma se eu já começasse no ponto onde estou agora, com as conclusões que já tirei, com aquilo que já mudei. O que eu queria era ir registando o passo-a-passo dessa mudança. O que mudou e a razão de ter mudado. O que não mudou e permaneceu o mesmo.
O Alugo o meu Corpo é apenas a primeira parte, a parte da inexperiência, do desconhecido, da surpresa. Ao longo dos meus mil diários, fui notando sim, o quanto a gente vai mudando, o quanto a nossa cabeça vai se transformando de acordo com aquilo que a gente vive sim.
Uma das coisas que mais aprendi? Que é sempre possível recomeçar e seguir em frente…
A Casa da Mãe Joana

A Vivien Morgato, do blog A casa da Mãe Joana acaba de publicar uma resenha maravilhosa sobre o livro Alugo o Meu Corpo.
«Li em dois dias mais ou menos, o livro é ágil, claro, objetivo e interessante. Narra a trajetória de Paula ainda no Brasil e seu ingresso na prostituição, já em Portugal. Baseado em duas frentes de flash back diferentes, a narrativa tem um tom cinematográfico, onde o leitor pode acompanhar concomitantemente a vida de Paula no Brasil e sua chegada em Portugal, sem uma linearidade simples, abusando da ação, das cores e da vivacidade da história.» [leia mais...]
A imagem, de Toulouse-Lautrec, conhecido como “o artista dos cabarés”, peguei lá no blog dela.
Fiquei muito emocionada com a resenha, muitíssimo obrigada, Vivien! Aconselho a todos passarem por lá.
Uma escolha por paixão
O meu muito obrigada e um super beijo à Ni, a doce rebelde do blog Uma escolha por paixão. Estou agradecendo com mais de um mês de atraso, só agora vi. Obrigada querida, estou torcendo para que volte ao blog, acabei de adicioná-lo no meu Bloglines para ir acompanhando com frequência.
A Ni escreveu esse post bem bacana sobre o livro Alugo o Meu Corpo:
«Comprei este livro , uma vez que visitei o blog da paula lee e despertou-me a curiosidade.
Achei-a muito humana e acima de tudo lutadora.
No livro aprendi a compreender melhor a vida explorada e sacrificada de uma mulher de alugar o seu corpo sem perder a dignidade e confiança em si mesma.
Aprendi a não julgar à primeira vista as mulheres q praticam esta profissão.
Parabéns Paula , achei fabuloso e interessante alem de me divertir imenso a ler.»
Obrigada, Ni!
Do turismo sexual à prostituição no LLL
Meu amigo liberal libertário libertino Alex Castro* nos últimos dias tem falado no seu blog de turismo sexual, prostituição e prostituição de brasileiras no exterior. O livro Alugo o Meu Corpo foi citado lá, obrigada Alex.
Ficam aqui os links dos posts que ele escreveu:
- A Questão das Prostitutas brasileiras no Exterior
* Alex Castro é autor dos livros Radical Rebelde Revolucionário, Liberal Libertário Libertino e Onde Perdemos Tudo. Sou uma privilegiada, já li todos os livros dele.
Exemplar único no Odivelas Parque!!!
Esse meu amigo aqui acabou de me enviar essa foto tirada no Odivelas Parque:

Mas avisa:
«Só lá tem este exemplar, portanto quem quiser, tem que ir rápido
»
Um livro não tem dono ou destinatário
Sabe o que eu acho mais gostoso num livro? É que ele não tem dono nem destinatário. O mais gostoso é saber que ele vai passar por muitas mãos, saber que muita gente irá lê-lo. Você ganha um livro e ele fica ali na estante depois da leitura, e não só você vai ler aquele livro, mas qualquer um que se interesse por ele. E isso é o que é bonito no livro, o que ele tem inclusive de “comunitário”, inclusive o que quanto ele te dá liberdade, afinal o facto de ficar ali na estante não te obriga a lê-lo, até numa biblioteca você tem milhares de opções mas vai ler apenas aquele livro que escolher.
Então veja só o que aconteceu… Há tempos que não leio o blog do Bia. Sei lá o que aconteceu que deixei de receber os posts dele no Bloglines. Até pensei que podia ser aquele problema que está dando nos feeds de quem usa Wordpress e actualiza para a nova versão, mas o Bia usa Movable Type, então não sei. Quer dizer, agora sei, a família Biajoni se mudou de cidade e por isso o blog ficou meio parado.
Mas aí veja só… Estava navegando daqui para lá e dali para cá e entrei no blog da Karen, o A Fresca. Eu, distraidérrima e pagadora de mico, ainda lia o blog e pensava assim: “Sei lá, parece que conheço esse nome e essa pessoa de algum lugar”. Eu estava ligada no blog principalmente por causa das receitas, e concentrada nas receitas porque estava tentando lembrar se alguns ingredientes encontraria por aqui, por isso não tinha antes me caído a ficha. E eu nem sempre leio blogs como a maioria das pessoas, fico pulando dos arquivos de um mês para o outro, o telefone toca e não lembro onde parei, no caso do blog da Karen lembro apenas que ela tinha me feito viajar no tempo, senti cheirinho de bolo de banana e cheiro da infância. Então chego nesse post aqui, Adeus 386, meu companheiro…, e até então eu me divertindo muito porque achava que era a única pessoa que conhecia ou ainda se lembrava do 386, e então depois ela diz «Minha sorte, ou azar, é que o meu marido está trabalhando hoje à noite, e o laptop sobrou aqui na minha mão, mas já vou terminar porque ele deve estar chegando.», até aí tudo bem, várias vezes no blog ela fala do marido, mas nada de me cair a ficha. Então ainda chego no fim do post e aí me surpreendo: «Tenho receitas pra botar aqui, mas, meu estou muito cansada, vou botar as crianças na cama e vou ler o livro da Paula Lee “Alugo o meu corpo”, comecei a ler essa semana, tá interessante…»
Aí eu fiquei assim ó, com o queixo lá no chão… Ué, ela está lendo o meu livro? Mas como? Cara, só depois me caiu a ficha… A Karen é a esposa do Bia!!! Claro que a conhecia de nome, mas sabe quando você lê um nome e pensa que é outra pessoa e não liga uma à outra porque nem se liga que são a mesma pessoa? Coisas que só acontecem comigo e com esse meu jeito atrapalhado de ser.
Fiquei muito contente de saber que a Karen estava lendo o livro. Talvez não o tenha acabado, afinal logo a seguir veio uma fase de mudanças e eu sei a trabalheira enorme que isso dá. Para aqueles que gostam de cozinhar - não é só esta a temática, o blog é bem divertido - passem no blog da Karen, eu vou só ver se consigo todos os ingredientes para testar aqui algumas receitas.
Eu só não posso é mostrar o blog da Karen para o Gatito - que adora quando eu cozinho - caso contrário todo dia ele vai me apontar uma receita no blog dela…
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